02 novembro 2009

procuro-te num par de palavras, encontro sempre significados ocultos a tentar pôr caras em letras soltas. não sei de quem são, para quem são, mas acho sempre que qualquer dia te descubro por lá. respiro de alívio quando não pode fazer sentido. franzo o sobrolho quando há quelque chose. de tanto procurar talvez te encontre mesmo. sem teclar, sem prever, apanhada de surpresa numa ventania que solta tudo. que varre sem piedade. não há inocência que valha, porque as máscaras. o oportunismo, a oportunidade. os jogos são duplos e multiplos, tem de haver espaço. porque mais vale, do que a solidão. e a liberdade, desvairada. sempre a querer ser. porta-estandarte sem dó, nem resolução. é, porque sim. a única das premissas que não se põe em dúvida. e o que é? é para cada um. apenas.
segredos em voz baixa, calados quando há invasão de propriedade consentida.
procuro-te nos gestos que não batem certo. na esperança que ao fumar um cigarro mo arranques e grites "não fumes mais que te faz mal!". como se bambolear por esse mundo fosse o suficiente para me apareceres à frente e dizeres " s u r p r e s a!!".
procuro-te porque quero cruzar-me nos teus braços. e que sejam só minhas as mãos que sentem a pele e que tocam.

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