estive deliberadamente sem escrever. sem saber o que havia de pôr, dizer. a saber que precisava.
o meu avô morreu no dia sete de setembro. parece inacreditável. impossível. como é que se aprende a viver com a falta, com o vazio gigante.
a saudade não cabe dentro do peito. extravasa limites.
não há esperança, nem um respirar de alívio, pensando que vai passar.
esta dor é inultrapassável. por muito tempo que passe, por muito que o tempo amenize.
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